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14/03/2017

Pausa para Aproveitarmos o Por-do-Sol


Ele dizia que eu era a parte singela da vida dele; que tudo era sempre complicado e corrido, mas que quando estava comigo, era como se eu tivesse um tipo de poder de desacelerar o tempo e que ele podia se sentir mais confortável pra aproveitar de fato, o próprio respirar. Bom, sempre achei isso uma declaração linda de amor, mas nunca levei a sério. Sempre pensei também que ele dizia isso simplesmente porque cresceu comigo e me conhecia tão bem... quero dizer, eu sempre fui alguém em quem ele confiou e se sentiu muito a vontade. 
Mas um dia, como tantos outros parecidos como aquele, mas um dia em específico em que eu estava cansada mentalmente, com a cabeça cheia... Ele apareceu de surpresa na minha casa. 

-O que você está fazendo aqui hoje? -Eu perguntei estranhando já que não era sexta de filme e nem sábado ou domingo.
-Não posso te visitar numa quarta feira? -Ele se recostou na porta do meu quarto. -Sua mãe disse que você está precisando sair um pouquinho. Quer melhor companhia que eu mesmo?! -Ele sorriu pra mim.
-Minha mãe? 
-Eu liguei pra falar com você. Depois de mandar umas 100 mensagens e te ligar umas 5 vezes, liguei pra sua casa. Pelo menos sua mãe não me deixou no vácuo. -Ele se fez de coitadinho
-Não posso sair... -Eu disse pensando nas milhões de coisas que tinha que estudar.
-Eu sei, eu sei. Aposto que avançou umas cinco páginas do TCC e conseguiu dar uma revisada nas matérias. Ah, e ainda fez o exercício de idiomas. -Ele foi irônico, pois sabia exatamente minha dinâmica para estudos. E com certeza não era aquela.
Eu apenas sorri de lado. 
-Eu vou esperar você se ajeitar. Vou te levar pra respirar ar puro. -Ele piscou e desencostou da porta.
-Quem é você? Meu namorado? - Eu estava impressionada com a convicção em cuidar de mim que ele vinha tendo de uns tempos.
-Não, mas quem sabe? Quem sabe seu namorado tenha ciumes de mim?! Seria ótimo. 
-Não mesmo! -Eu sorri e fechei a porta. 
-Não é pra demorar, não vamos ao Oscar. -Ouvi ele gritar do outro lado da porta. 
-Porque eu realmente sou dessas... -Ironizei ja que não sou de me arrumar tanto.

Eu só coloquei meu jeans, vesti meu moleton vermelho e meu tênis de todo dia.  Ele me levou pra uma praia que tem na cidade onde do outro lado da orla é repleta de restaurantes que sempre frequentamos em comemoração de aniversários de nossos amigos. Na beira do caçadão da praia também tinha vários carros que vendiam cachorros-quente... É uma praia tranquila, raramente usada para banho. E a noite, sempre tem alguém gente caminhando pela orla. Mas era final de tardinha ainda. O movimento noturno por causa dos restaurantes ainda não existia, nem os carros de cachorro-quente ainda haviam chegado. Tinha apenas pessoas correndo ou passeando pelo calçadão.

Ele estacionou o carro e disse "Bora lá!" Eu sabia que ele não era de falar isso, mas estava usando meu jargão para me deixar mais a vontade. Já com os pés na areia, caminhando, ele me perguntou:

-Porque você parece tensa?
-Você sabe, eu não tenho conseguido me concentrar o suficiente com os estudos. Estou sem emprego... Não sei se estou fazendo meu melhor pra ajudar minha mãe.
-Não... Agora! Você está tensa, como se não me conhecesse. -Ele me sacudiu. -Tá presa, não parece você.
-Ah... -Eu fiquei mais tensa ainda por entender sobre o que ele falava. -Não estou nada!
-Pára né? Você acha que não conheço a linguagem do seu corpo?

Olhei pra ele imediatamente com uma sobrancelha levantada. Do que ele estava falando? Soou muito estranho aquela frase. Dei-lhe um tapa no braço. Mas disse rindo.

-Do que você está falando? Eu estou normal. - Dei passos mais largos pra ficar um pouco a frente e me recuperar da vergonha que por alguma razão eu estava sentindo.

Conhecendo ele como conheço, é quase certo que ele tenha olhado pra baixo e sorrido de mãos nos bolsos antes de me acompanhar. Ele não era besta, ambos sabíamos que aquela frase ficou mesmo estranha para o tipo de relação que tínhamos, mas até ele só reparou nos vários sentidos possíveis para aquela frase depois que já tinha dito. Mas não voltamos nesse assunto naquele dia.

Eu estava mesmo tensa ou envergonhada, mas não sabia explicar o porquê. Hoje eu sei. Naquele dia eu tinha, em fração de segundos, relembrado todos os momentos que ele cuidou de mim. Do como ele sempre me protegeu e me ajudou. No início como um grande cavalheiro, mesmo criança. Depois como um amigo e irmão mais velho chato. Mas não só a compilação de todas essas memórias, mas também a pergunta que fiz não sei porque razão: "Quem é você, meu namorado?" Em algum lugar do meu subconsciente já pensava que talvez eu o visse mais do que como irmão mais velho ou amigo?

Admito que ele estava agindo normalmente comigo, mas por vê-lo com outros olhos naquele dia, eu me sentia como em um encontro planejado por alguém apaixonado secretamente por mim. Sim, uma cabeça feminina pode viajar muito a esse ponto. Por isso, respirei fundo ao me sentar do lado dele na areia, de frente para o mar e me convencer de que eu estava exagerando. Respirei fundo mais uma vez e aproveitei o espetáculo que estava pra começar. Não falei mais nada e ele também não.

Ficamos em silêncio por um tempinho só aproveitando o por do sol naquele início de inverno. Nós não tinhamos nenhum problema em ficar em silêncio juntos. Muitas vezes fazíamos isso e as vezes até preferíamos ficar assim. Foi ele quem quebrou o silêncio dessa vez:

-É por isso que falo que você tem poderes mágicos. Acho que não conseguiria desacelerar pra respirar tão fundo e olhar cada detalhe dessa paisagem sozinho ou com outra pessoa. - Ele não olhou pra mim ao dizer. Eu estava olhando pra ele.
-Conseguiria sim. -Eu disse mais do que por modestia.
-Pode ser. -Ele deu de ombros. -Mas no momento é você quem tem esses poderes.
-Então você tem me usado esse tempo todo só por isso? -Brinquei
-Sim! É o que mereço como recompensa por te salvar sempre. -Agora sim ele olhou pra mim. Sustentei o olhar, mas dessa vez com menos convicção do que das outras vezes. Não respondi de imediato. Sorri apenas por pensar nas vezes que ele me salvou e que de certa forma, o que ele disse tinha cabimento.
-Como hoje. -Eu concordei, voltando a olhar para o mar.
-E sempre que precisar. -Ele me empurrou com os ombros.

Naquela hora só conseguia pensar que no momento em que ele arrumasse uma namorada de verdade, ele não estaria exatamente "sempre" cuidando de mim. Ele teria que cuidar dela! Pensei também que meu namorado teria motivos para ter ciumes dele, caso eu tivesse um... E como se ele escutasse meus pensamentos ele resolveu dizer:

-Por enquanto vamos só aproveitar isso. - Disse ele com um sorriso se referindo ao nosso momento junto.

13/08/2015

Vai dar tudo certo, Deus sabe o que faz!



Eles tinham acabado de comprar aquele apartamento. Não tinha muitos móveis e os poucos que tinham ainda estavam em lugares provavelmente, não definitivos. Tinham se mudado a apenas uma semana e as coisas no trabalho dele estavam complicadas. Ele precisou despedir um amigo que na verdade o ajudou a crescer na empresa e ainda estava se sentindo mal, conhecia a situação do amigo e não sabia como podia ajudar. No trabalho dela, tudo estava normal e como de costume ela chegava às cinco e meia, tomava banho e ia direto ajeitar a janta e um pouco da casa (que ainda havia muito o que fazer ali).  Ele chegava às sete pra jantar com ela. E então lhe contou como estava se sentindo.  Ela procurou dizer algumas palavras de conforto e distraí-lo com outros assuntos, e conseguiu por um tempo, mas logo ele se lembrou novamente.
Já era tarde da noite quando ela terminou seus afazeres e foi pro quarto onde Ele estava há mais e uma hora. No quarto havia apenas o colchão de casal no chão,  uma cadeira com algumas peças de roupa que ficaram pra passar, um criado mudo ao lado do colchão com um telefone e um relógio  e próximo à janela, o teclado dele, em que ele tocava uma música triste.
Estava ventando forte naquela noite, iria chover durante a madrugada com certeza. A janela estava aberta fazendo com que o frio invadisse o quarto e balançasse a cortina que tinham colocado naquela semana.  Ela entrou no quarto já de camisola e com a caneca de café na mão e um livro. Ao se deparar com aquela cena, apoiou o livro e a caneca no criado mudo, fechou a janela e as cortinas e fez carinho nos ombros de seu marido e deu um beijo em seu pescoço.
- Ainda está triste pelo Carlos?
-Estou pensando como posso ajudar. Me sinto mal em não poder fazer nada pra alguém só me ajudou. Se estou na posição que estou é porque ele investiu em mim.
-Você disse que ele ficou chateado com você?
-É, ele disse que eu poderia fazer mais por ele, se eu quisesse.  –Ele ainda tocava devagar as notas
Ela então o virou de frente pra si, mas apesar de parar de tocar, era como se ainda houvesse alguma melodia no ambiente. Quando ele olhou pra ela, os olhos dela brilhavam e ela sorria como se soubesse de algo que ele não sabia.
-E você pode mesmo. –Ela disse segurando em sua mão e puxando pra perto de si para os dois ficarem de pé.
Ela segurou em uma mão dele e a outra passou pelas costas. Ele fez o mesmo e começaram a balançar juntos.  Ela continuou:
-Vamos orar por ele. Deus com certeza tem algo melhor pro Carlos fora daquela empresa. Não vai desampara-lo ainda mais se orarmos por ele. –Ela encostou a cabeça no peito de seu marido e subiu em cima de seus pés para deixar que ele conduzisse os dois ao som da melodia que estava ali acalmando o coração dele, como se alguém ainda estivesse tocando. -Olha só pra gente, pra nossa casa... Aos pouquinhos tudo se acertou entre nós, aos pouquinhos tudo está se acertando aqui pra casa, não é? Orar sempre resolve.
Como ele não respondeu nada, ela apenas acrescentou sorrindo:
-Quando não podemos fazer mais nada, ainda podemos fazer duas coisas: Orar e confiar em Deus. –E sorriu por lembrar-se de uma época em que precisou mesmo fazer isso. –Eu sei que o Senhor vai te dar uma dica de como ajudar o Carlos, meu amor. –E finalmente olhou pra ele de novo. Ele sorriu, acariciou seu rosto e a beijou.
-Não fica triste ou se culpando por isso. –Ela também fez carinho nele. –Carlos vai ver que você é grato pelo que fez por ele.
Eles pararam de se balançar e ela já não estava mais sobre os pés dele. Ele sorriu deu um sorriso de canto, mas ainda não disse nada. Ela foi até o colchão e se sentou perto do criado mudo. Pegou o livro que trouxe consigo e o abriu, ainda com aquele sorriso de quem sabia de algo bom, mas não podia contar tudo. Ele ficou parado, só observando-a.
-“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para voz dar o fim que desejais” Jeremias 29.11 –Ela olhou pra ele. –Ele sabe o que faz! Levou o Carlos até lá pra te ajudar a crescer na empresa e colocar na vida dele, um homem de Deus, lindo e dedicado (que por sinal é meu marido) –Ela ri. –Mas quem sabe porque ele saiu agora? Deus tem planos pra vocês dois. Ele sabe o que faz! Vai dar tudo certo, ta bem? Pra você e pra ele! –Ela pegou a caneca e bebeu um gole do café, sem tirar os olhos dele.
Ele sorriu de verdade agora e foi até Ela. A abraçou, disse que a amava e por isso tinha se casado com ela, se jogou em cima dela, a encheu de beijinhos e riram. Por fim, ele se sentou recostando na parede envolvendo ela que estava recostada nele, ambos já cobertos. Depois de um tempo ele perguntou baixinho.
-Ta ouvindo? –Ele fazia carinho nela
-To. Começou a chover. –Ela sorriu de olhos fechados, já com sono, sentindo o carinho. Ela amava o barulho de chuva.

-Não. Ainda parece que tem uma melodia no ar. –Ele ri como se aquilo fosse uma besteira.

21/07/2015

2 Co 4.16

Ela estava debruçada no parapeito da varanda de seu quarto com a água da chuva à centímetros de seu rosto. Mas ela não ligava. Estava de olhos fechados, parecendo gostar das gotas que respingavam em sua pele. Era como se estivesse sendo acariciada ao som de uma melodia que ela amava; a melodia da chuva no telhado e nas poças de água que estavam se formando na parte descoberta da pequena varanda do térreo.


Ela estava em silêncio, apenas pensando ou relembrando ou maquinando algo... ou tudo ao mesmo tempo. Se alguém entrasse em seu quarto e a chamasse, provavelmente teria que fazê-lo de novo. Ela estava concentrada em seus pensamentos; respirava fundo de vez enquanto; apertava os lábios e franzia a testa. Qualquer um, se a visse nesse momento, entenderia que ela estava triste, mas confiante, como se o que a deixava assim fosse algo sério e possivelmente irreversível, porém, em seu sorriso triste no canto de sua boca, era notável a forte esperança que tinha, a paz que sentia no meio daquela confusão dentro de sua cabeça (que convenhamos, por ser uma mente feminina, é bastante conturbada nessas horas).

Ela olhou pra varanda como se estivesse revendo cenas que aconteceram ali e de cabeça baixa, agora de costas para a chuva, ela ainda sentia gostas em seu rosto, só que desta vez vinham de dentro dela mesma. Respirou fundo, passou a mão no rosto, no cabelo, se sentou no chão, mas junto ao parapeito, apoiou a cabeça nele e fechou os olhos novamente. Quem sabe o que se passava em sua cabeça agora. Ela estava com um semblante um pouco desanimado, mas ao mesmo tempo firme, como se ao se levantar, desanimada ou não, lutaria e tinha certeza que sairia ganhando, cedo ou tarde, de um jeito ou de outro.


18/06/2015

Uma das Primeiras Brigas



Eles tinham brigado fazia uns 30 minutos.  Na verdade já estavam estranhos um com o outro à alguns dias e Ele quis conversar. Marcaram num café que tinha perto do curso em que ela estudava a noite, assim, quando terminasse a aula dela, ele a estaria esperando lá. Depois a levaria de carro pra casa.
Discutiram sobre qualquer coisa boba: Não dar atenção quando prometeram dar, não atender algumas ligações, não falarem o que estavam sentindo... Ambos sabiam que estavam errados. No fundo sabiam.
Ela saiu de la sem tomar todo o chocolate quente que tinha pedido, dizendo que pegaria o ônibus mesmo, que ele não precisaria se preocupar.
-Mas está chovendo...! –Ele disse mas não completou a frase.
-Não sou de Papel. Eu trouxe guarda chuva. –Ela falou assustada com o trovão alto que ecoou entre a fala dele e a dela. E saiu.
Ele apoiou os cotovelos em cima da mesa e segurou a cabeça entre as mãos respirando fundo. Sabia que não adiantaria ir atrás dela naquela hora, mesmo querendo fazer isso. Ela não estava só irritada. Por algum motivo estava chatiada, chorosa... Então achou melhor dar um tempo pra ela se acalmar e então falaria com ela, ainda naquela noite!
Ela já tinha tomado banho e trocado de roupa. Estava séria, assistindo sua série pelo computador, em seu quarto. Ouviu a campainha tocar, mas seus pais e irmã estavam em casa, poderiam atender. Alguns minutos depois ela percebe que alguém está parado em frente a porta de seu quarto, que estava aberta. Ela olhou e viu que era Ele e afundou o rosto nas mãos. Ajeitou o cabelo, respirou fundo e se virou pra ele sem dizer nada, nem fazer mais nada.
Ele entrou no quarto de vagar:
-Gosto desse episódio. O final é bem... bonito.
Ela não respondeu. Só sorriu de lado porque sabia como terminava o episódio. Com o casal dizendo que estariam juntos sempre e se ajudando, mesmo que tivessem que enfrentar a situação de que não poderiam ficar juntos. Com uma musica de fundo super romântica pra fazer qualquer um se emocionar.
Ele se ajoelhou pra ficar na altura dela que continuava sentada e disse segurando sua mão fazendo carinho:
-Eu sei que fiquei mais tempo com outras pessoas do que com você essas duas semanas. Foi questão de necessidade, mas... Eu sei... eu devia ter dado um jeito de te ver pelo menos no fim de semana, de te ligar a noite...  Me perdoe, eu não sou e nem vou ser perfeito sempre. Mas preciso que você me diga quando não estiver feliz, quando achar que algo está errado. Lembra que prometemos isso?
-Eu sei. –Ela respondeu de cabeça baixa. –Eu só não queria parecer que estava querendo te sufocar, não quero ser possessiva! Me desculpe por isso. Me desculpe por não atender às suas ligações só porque não atendeu algumas minhas.
Ele levantou a cabeça dela para que pudesse olhar em seus olhos e com seus olhares e sorrisos, sem dizer mais nada... Se perdoaram e combinaram de pararem de briguinha.
A chuva tinha diminuído, mas ainda havia barulhos de trovoadas distantes e então ele sorriu:
-É o clima que mais gostamos. Está chovendo pela primeira vez esse mês e não estamos aproveitando? Não aproveitamos la no café!?
Ela sorriu triste por ter que concordar com ele. Ele ouviu a música do episódio que indicava que já estava chegando no final e como sempre, teve uma ideia.  A levantou pela mão e a puxou pra perto de si. Com uma mão em  sua cintura e a outra segurando a mão no ar começou a dar alguns passinhos de leve com ela, no ritmo da música do seriado. Ela riu:
-Sua mão tem ser nas minhas costas, não na minha cintura. –Ela falou consertando ele que apenas sorriu sem desviar os olhos dela.
Mas Ela mudou logo de posição. O abraçou pela cintura e encostou sua cabeça no peito dele. Ele a envolveu e ambos só aproveitaram aquele momento, ouvido o som da chuva e de alguns trovões ao longe... a música do episodio que estava chegando ao final e sentindo suas respirações. Ela olhou pra ele sem se desgrudar:
-Obrigada por vir atrás de mim e se desculpar primeiro. Me desculpa por ter saído de la do café... Eu chorei no ônibus por ter feito isso. Mas não tinha mais como voltar, e... e quando cheguei em casa, nem te liguei!
-Tudo bem. –Ele fazia carinho nela enquanto ainda se balançavam. –E eu não ia dormir brigado com você né?! Sei que se eu tivesse feito algo assim, você também viria até mim. –E deu em beijo em sua cabeça. –Eu te amo. Ta? – E a fez olhar pra ele. –Ouviu?
-Sim. Eu também amo você. Muito! –Ela disse sorrindo.
-É? –Ele desceu suas mão até a cintura dela e ela se desgrudou um pouquinho dele.
-É. Muito, muito. –E riu e voltou a abraça-lo forte e se recostar nele.

E ficaram assim. Dançando a música que só eles ainda escutavam, porque a do episódio já tinha terminado.

17/06/2015

Tardinha chuvosa e eles 3



Era um sábado chuvoso e frio. Estava de tardinha e o barulho da chuva era agradável e apropriado pra se estar juntinho de quem ama.  Estava um tempo daqueles que raramente vivemos em que tudo parece agradável e feliz, sem preocupação alguma na cabeça ou coisas a resolver. Ela e Ele estavam em casa e finalmente tinham terminado todos os afazeres. A louça do almoço já estava lavada e a cozinha arrumada. Os móveis estavam sem pó e a bagunça da semana já tinha sido organizada. Tudo foi feito de manhazinha porque ambos tinham planejado passar a tarde e a noite juntos fazendo o “nada” deles, ou vendo filmes na tv. Pois na sexta não puderam fazer a noite de filmes como faziam desde a época em que eram apenas namorados.  Ele tivera que ficar uma hora a mais no trabalho e depois, ainda ficou um tempo na internet até tarde pagando contas que estavam a ponto de vencer e respondendo e-mails que já deveriam ter sido respondidos. Mas naquela sábado a tarde tudo estava resolvido e eles só queriam curtir o momento juntos, que quase não tiveram naquele mês.

Ela estava de 27 semanas de gravidez e por isso assim que se sentou no sofá, sentiu chutes bem fortes. Ela riu e colocou a mão sobre a barriga e chamou seu marido. Ele estava fechando as cortinas da sala para ficar mais escuro e perguntou ao ouvi-la chamando:
-Que foi? –Ele se virou e viu o sorriso no rosto dela. Uma mão em cima da barriga e outra esticada chamando por ele com ansiedade.
-Anda, vem aqui.  Ele está se mexendo de novo.
Ele correu e se ajoelhou na frente dela pra ouvir e sentir.

-Ei garotão, você está agitado hoje é? –Ele falou animado
-Será que ele ouviu o barulho da chuva? Está mais forte agora. –Ela sugeriu
-É a chuva é? Gosta da chuva também? –Ele fez carinho desta vez na barriga e ele se mexeu mais forte de maneira que Ela sentiu um desconforto. –Ei, Josh, não se mexe tanto não que se não a mamãe sente dor aqui fora.  Ta bom?
O bebê parou de se mexer e quando pareceu que tinha sossegado, Ele se levantou pra preparar o filme que iram ver.

-Ah a pipoca, como íamos esquecer dela? Que absurdo! –Ela riu e se levantou pra ir fazer.
Quando voltou com os dois baldes de pipoca na mão estava com atesta franzida.
-Ele ta ancioso hoje hein. –E sorriu de lado. –O que não mexer durante a semana, está mexendo hoje.. Chutando... –Ela se sentou.
-Tive uma ideia. –Ele apoiou os baldes de pipoca nos puffs onde esticariam os pés e segurou na mão de Ela.
-Ah você não quer que eu levante de novo né? –Ela reclamou, sabendo que teria que levantar.
-Vem, ele vai gostar. Vocês dois. –Ele a ajudou a levantar e a fez se sentar à janela do quarto deles, onde perto, tinha um teclado. Quando ele se sentou em frente o teclado e o ligou, Ela sorriu e se acomodou com a mão sobre a barriga.

E ele começou a tocar. Uma música lenta e gostosa, feliz e que fazia uma harmonia maravilhosa com o barulho da chuva la fora.
Ele virava a cabeça pra olhar nos olhos de sua esposa que ainda estava sorrindo, olhando pra ele. Ele também sorria e a olhava com doçura. Na segunda vez que ele olhou pra ela, a viu gesticulando e mexendo a boca ao sussurrar “Está funcionando”.
Então Ela se levantou de vagar e foi até seu marido. Colocou as mãos no ombro dele e fez carinho em seus braços e cabelo. Se apoiou nele e ficou assim, apreciando aquele momento até que terminasse de tocar a música.


Quando ele terminou, se virou pra ela e se olharam sem dizer nada, mas dizendo muitas coisas. Ele beijou a barriga dela,  e ela segurou o rosto dele e o beijou.

14/05/2015

Surpresa na Sexta de Filmes



Ele passou pela recepção da empresa e se despediu da recepcionista como sempre, simpático.

-Tchau Juh. Bom final de semana, e traz um pedaço de bolo pra mim na segunda. Sabe que eu adoro os bolos que você faz! -Disse sorrindo
-Se aquelas crianças deixarem sobrar alguma coisa... -Ela falou depois de uma gargalhada.-É sempre assim: Eu faço bolo pra comemorar o aniversário do menino e ele e os coleguinhas dele comem até o guardanapo!
-Eles que estão certos! -Ele sorriu indo em direção ao elevador, que ficava a menos de um metro do balcão da recepção. -Até segunda Juh.
-Até segunda, descance! -a recepcionista respondeu atendendo ao telefone, mas imediatamente acenou antes que ele entrasse no elevador e cochichou tampando o fone. -Deixaram pra te entregar só quando você estivesse saindo. -E deu um sorriso maroto pra ele.

Ele franziu a testa ao pegar o pequeno envelope apenas com o nome dele por fora. -Obrigado. -Disse e apertou o botão chamando o elevador que nem demorou. Abriu o envelope e enquanto descia os andares até a portaria do prédio, lia o bilhete que dizia:

"Mudança de planos! A noite de filme será na minha casa de novo. Entre pelos fundos. Não me chame em nenhum momento e não me procure, aparecei na hora certa. Apenas entre pelos fundos, sente e aproveite!"

 Ele sorriu. Sabia muito bem de quem era aquela letra e do que se tratava. Toda sexta, desde quando eram amigos, ele e Ela faziam de tudo pra assistirem a filmes ou acompanhar uma série juntos e virar a madrugada conversando. Intercalavam, uma semana na casa dele e outra na dela. Semana passada havia sido na casa dela e ele ja tinha ajeitado a casa dele pra recebe-la. Ele saiu do elevador, guardando o envelope em sua bolsa e pensou enquanto ia até onde estava estacionado seu carro 

"O que Ela está planejando, ela não é de mudar assim... Me deixou um bilhete... Veio aqui na empresa e nem falou comigo, nem nada... Ela está aprontando alguma..." Ele sorriu porque sabia que Ela sempre tinha alguma surpresinha pra fazer, e ele amava!

Ele ia ligar, mas preferiu manter o suspense. Foi pra casa, tomou banho, pegou as coisas que eles usariam pra noite de filmes e foi pra casa dela. 

Ela ja estava com tudo preparado! Como combinado de sempre às oito, ele estava chegando. Ela ouviu ele estacionando o carro em frente à sua casa e foi conferir pela janela do quarto que dava pra rua. Correu pra conferir se tinha mesmo trancado a porta da frente, pra garantir que ele entraria pelos fundos.

Ele nem cogitou entrar pela frente, mas estranhou tudo estar apagado. Deu a volta e foi entrando, ja era de casa. Seu coração estava um pouco acelerado por conta da anciedade de saber se Ela tinha mesmo aprontado alguma coisa. Com a sacola na mão recheada de doces, biscoitos salgados e milho de pipoca (porque sabia que ela amava pipoca e na sexta passada não comeram porque o milho na casa dela havia acabado), ele chegou no jardim dos fundos com os olhos arregalados sem entender exatamente o que via montado no deck que dava acesso pra sala de jantar, mas não teve tempo de pensar muito. Uma música la de dentro começou a tocar. Enquanto ele ouvia a letra, fez exatamente o que no bilhete, ela tinha escrito, pois Ela o conhecia e sabia que ele iria querer procurá-la e chamá-la e não prestaria atenção na música toda, e nem aproveitaria do ambiente até que ela aparecesse.

A música que tocava era "Coração Apaixonado" na voz de Bruna Karla e o deck estava com uma mesa de jantar arrumada pra dois, debaixo da parte coberta. Com velas em cima da mesa, pisca-pisca de cor única nas astes e no telhado do deck, além de pisca-pisca colorido dentro de garrafas de vidro espalhadas, para iluminar o ambiente.

Ele definitivamente não esperava por aquilo, porque ela estava fazendo isso? Sua família estava em casa como das outras vezes que ele ia ali? Eles ajudaram ela a preparar isso? Ele estava mesmo querendo saber onde Ela estava, queria vê-la! 

Sentado diante daquela mesa tão bonita e prestando atenção na letra da música, sem conseguir tirar o sorriso -provavelmente idiota- do rosto, ele a viu surgir na porta que que dividia a sala de jantar e o deck, quando o refrão começava tocar pela segunda vez. Ela estava arrumada como sempre ao recebê-lo nas sextas de filmes, mas ele a via como uma princesa entrando num baile. Ela sorria, meio animada por estar fazendo aquilo, meio envergonhada... Ele se levantou e foi até ela.

Enquanto Ela espiava a reação dele e ouvia a música, repensava mil vezes se não deveria ter se arrumado melhor. Até que se convenceu de que ela queria que fosse algo simples e a decoração ja estava deixando tudo formal de mais. Respirava fundo e estava nervosa, parecia que era a primeira vez que jantariam só os dois. Ela estava feliz de tudo estar saindo como planejara. Quando percebeu que o refrão iria repetir, ela apareceu pra ele. Sorriu e sentiu seu coração acelerar quando o viu se aproximar, olhando em seus olhos com aquele sorriso que ela tanto gostava.

-Você é o melhor presente que ganhei nesses últimos anos! -Ele disse fazendo carinho em seu rosto e cabelo. -Quero ser seu amigo pra sempre -e sei que vou ser! -Ele riu. -Eu vou abrir mão do que eu puder de novo e de novo se for pra caminhar com você! E isso aqui... -Ele olhou pra decoração e voltou a olhar pra ela. -Ou uma série de episódios de série ou vários filmes seguidos... Gosto de estar com você.

Ela só não estava em forma líquida porque seu estado solido não é do tipo que se derrete no sentido denotativo, mas era assim que estaria se fosse. Não disse nada, apenas e ria de nervosismo. Ele concluiu segurando seu rosto e falando num tom divertido:

- Eu que amo você. Obrigada por isso, ta? Você. É. Linda! -Ele deu um selinho nela. -Minha linda. -Os dois riram. Ele a abraçou pela cintura e a encheu de beijos pelo rosto e pescoço -mais fazendo cócegas do que beijando.

-Chega! -Ela ria. Fez carinho no cabelo dele o admirando por alguns segundos e pegou em sua mão.-Vem, vamos comer! Ainda temos uma série pra terminar, lembra?
Alice Leite


03/11/2014

"Take Care"




Quando ele me disse ao telefone "Não desanima não" foi em tom de pedido, daqueles que você pensa duas vezes antes de recusar. Respirou fundo e continuou com um "Please, ta bom?! Vai dar tudo certo." Do outro lado da linha, eu apenas sorri de lado apertando os lábios. Eu não tinha como negar um pedido desses. Nitidamente, pela voz dele, ele não tinha o que dizer, sabia muito bem como eu me sentia. Devia estar sentindo ou passando pelo mesmo que eu, mas não queria saber que eu estava pra baixo. O meu sorriso foi pelo mesmo motivo: Eu ja tinha dito algo semelhante pra ele, eu ja pedi pra que ele não deixasse de sorrir, "por favor". Porque ele sorrindo me anima. Então me vi nele, falando aquelas palavras pra mim. Pelo tom da sua voz eu percebi: ele queria me "ver" bem tanto quanto eu o quero "ver" bem, por isso sorri e fiquei um pouco mais esperançosa com tudo.


O que nenhum dos dois sabiam é que do outro lado da linha, ambos queriam fazer mais do que dizer aquelas palavras simples. Ele estava com o coração apertado em não poder fazer mais pra ajudar Ele gostava da voz estérica e rápida que ela tinha sempre que contava alguma novidade feliz. Isso o fazia rir sozinho. Ele gostava, mas ouvia a voz dela tão pra baixo o fazia quere tê-la em seus abraços, abraçar e dizer que ele estava ali com ela. Mas ele estava numa situação tão complicada quanto a dela e estava longe demais para abraçá-la. Ele só pode dizer que ela aguentasse firme, que não desanimasse, tudo daria certo!
Ela pareceu mais disposta só or ouvir algo da parte. Ela queria poder ver a expressão dele. Queria dizer o quanto ele se importar ja lhe dava ânimo. Ela queria abraçá-lo, mas não podia. Então ela sorriu, mesmo sabendo que ele não estava vendo e só agradeceu pelas palavras em um tom que ele percebeu ser mais firme e provocado por um sorriso. Ele sorriu também, mas ela não soube.
O tom da voz de ambos ao se despedir era nítido de quem cuida, mas só eles em seu particular, sabiam que queriam dizer mais do que disseram:

"Take Care"
"Take Care"
Alice Leite

13/09/2013

A Lenda de Dion

     Conta a lenda que, um dia, o que hoje é o mar de Dion, cobriu a cidade-ilha que existia em Dion, no Reino de Yovir, e que por ser uma cidade muito pequena, todos os moradores conseguiram escapar juntos, exceto uma garota, por volta de 13 a 15 anos, muito bonita e querida por todos que tinha um talento especial para desenhos, pinturas de quadros…: a filha do governador.

     Era uma cidade humilde, mas com habitantes inteligentes que, conseguiram, por meio de observações dos eventos naturais, prever a inundação de Dion. Foi complicado convencer a todos de que era um evento  possível de acontecer, mas também provável que conseguissem escapar se descobrissem quanto tempo ainda tinham, e assim manter a calma na cidade. O governador procurava, com passeios por Dion, convencer os cidadãos de que com fé, união e perseverança todos conseguiriam se mudar e começar uma vida nova em outro lugar junto dos outros do Reino.  Em fim, a catástrofe estava prevista para aproximadamente sete dias e em um grande navio, todos de uma só vez, atravessaram o canal que separava a ilhazinha do continente.

     Mas a pequena filha do governador havia saído para brincar e não tinha voltado... Cinco dias se passaram em busca de Diona, mas para a tristeza do governador, Dion era uma cidade fantasma agora; a única coisa que encontravam eram desenhos; ele ia perdendo as esperanças de encontrar a filha. No sexto dia, pela última vez o governador e alguns homens de confiança procuraram a menina sem exito. Perceberam o mar um pouco revolto e já avançando muito além da praia. Com medo, apressaram o governador para que pudessem ir embora antes que fosse tarde.

     Já no navio em direção ao novo lar, o governador olhava os desenhos encontrados. Em todos havia água, peixes e a rua onde ela morava (ou algo que fazia lembrar), dentro de um coração. As vezes, vinham com frases como “É onde moro”, “Aqui, ficarei bem”, “Sempre soube que era diferente dos outros”, “Também sentirei saudades”, “Não vou esquecer”. De primeira, não fazia muito sentido para ele, mas não demorou muito para que todos ali no navio compreendessem. O último desenho foi a chave: havia um agarota debaixo do mar, sozinha (ou quase). Ao fundo, sombras, como se algo estivesse se aproximando dela. Diona era uma sereia e por isso havia sumido, assim como sua mãe. Ela estava triste por ter que viver em Dion, longe das pessoas que já tinha aprendido a amar, mas se mostrava curiosa em seus desenhos, em saber como seriam suas novas companhias.

     Hoje, depois de tanto tempo, Diona deve estar uma moça, e provavelmente rebelde, pois sempre deixa marca de mãos, como costumava fazer quando ia à praia com seu pai, além de desenhos feitos de plantas aquáticas. “Ela é uma sereia que gosta de sua natureza humana e os trata como família. Não esquece, sente saudade, quer bem…”, dizem os habitantes de todo Yovir.

     Se a cidade de Dion é habitada por sereias? É o que a lenda conta, mas é como se o movimento das águas tivessem levado a areia do fundo do mar a cobrir a cidade, pois expedições já acharam pedaços de janelas ou parte de telhados onde deveria ser a cidade. São raros aqueles que assim, não acreditam. Se essas expedições já acharam as sereias ou mesmo Diona? A lenda não conta, mas acredita-se que Diona já as encontrou. 

     Em uma das cidades de Yovir, existe um museu que foi criado em memória da cidade-ilha inundada. Os antigos cidadãos de Dion tiveram que se espalhar pelo reino, mas se juntavam uma vez por ano, em festa, por conseguirem escapar vivos, e a visita ao novo museu do reino, o Museu de Dion, era obrigatória! Nesse museu, além de fotos de eventos importantes ou objetos de valor que foram trazidos, havia sempre novas amostras das “marcas” que de tempos em tempos encontravam na areia das praias – amostras essas que eram aguardadas ansiosamente pelos que moravam mais distante do museu. O dono, o ex governador de Dion, intitulava cada “obra” e as nomeava autoria de Diona. Essas, “marcas” ou “obras” possuem uma ala só para elas até hoje. O nome da ala? Não por ordem do dono do museu, mas pelos próprios habitantes de Yovir (tantos os ricos como os pobres): A Lenda de Dion.

02/04/2013

Até à Um Abraço


refrescou ai ?
tudo sobe controle na vida e decisões?
alguma coisa te afligindo ou está tudo resolvido?
eu escreveria uma carta ja que é mais romântico
ou telefonaria ja que a praticidade é sua amiga
mas nada disso adiantaria...
noticias, é apenas o que quero
essa distância tem me deixado um pouco confusa
eu ja não sei se devo fazer tantas perguntas
e esperar que me contate mais vezes.
o pouco que nos falamos é o suficiente para saber
que Deus tem te guardado e que há vida em você.
então faço esse breve recado através da janela de uma tela
eu estou bem, apreciando o tempo que acabou de mudar
ainda decidindo o que fazer com as decisões a tomar
um pouco afligida com alguns detalhes ...
apenas me diga se você está bem,
depois conversaremos.
eu sei, existirá um depois se ainda não for o tempo
apenas vamos continuar a confiar em Deus,  ok?
até à um abraço

17/03/2013

Tocando Depois do Culto


 Todos já tinham ido embora, ou quase todos. Os poucos que ainda estavam na igreja estavam espalhados em trios ou duplas conversando a ponto de ir pra casa, se preparar para voltar à noite. Mas Ele ainda não tinha ido. Resolvera ficar mais um pouco, tocar...
 Em uma das salas da igreja, também havia um piano. Era usado em pequenas programações ou musicalização com as crianças. Ficava sempre aberto para eventuais ensaios também. Ninguém estava usando a sala ou iria usar. Ele entrou, fechou a sala, se sentou em frente ao piano e o abriu. Olhou para aquelas teclas com um sorriso e se preparou para começar a tocar.
 Ela também não tinha ido, apesar de ja ter se despedido dele, a muito tempo. Tinha encontrado uma moça que a muito tempo fora sua "tia" no tempo em que era do grupo das crianças, ali na igreja, e ficou conversando por um bom tempo com ela. Quando passou pelo bebedouro para beber água antes de ir, ouviu a música que ultrapassava as janelas daquela sala. Era uma música calma, gostosa, que a inspirava a dançar. Como em desenhos, o personagem era levado por um cheiro gostoso de comida quentinha até a mesma, Ela foi levada até aquela sala.
 Sorriu e não exitou em entrar ao ver que era o namorado quem estava tocando, mas entrou devagar para que ele não reparasse. Ela ja tinha o visto tocar, várias vezes, mas sempre acompanhado por outros instrumentos, no máximo, um curto solo no teclado, em alguma música de sua banda. Foi se aproximando do piando quase de olhos fechados, imaginando-se dançando ao som daquela melodia. Ela conhecia aquela música.
 Ele tocava de olhos fechados quando Ela se apoiou no piano, o que a fez entrar definitivamente em estado de êxtase ao juntar aquela melodia, sendo tocada por seu namorado que o fazia com todo seu ser, com prazer. Dava pra perceber que não tocava apenas para si, por ser uma coisa que gostava de fazer. Era mais do que isso, dava pra se notar que era como se estivesse se apresentando para o mais importante dos Reis.
 Ela fechou os olhos para se imaginar dançando em frente a esse Rei também. Ele abriu os olhos. Se surpreendeu com a presença dela, ali, mas não parou de tocar, estava quase terminando. Deixou que seus dedos dançassem sobre as teclas perfeitamente diminuindo o ritmo até o último toque, até o último acorde, e então ela abriu os olhos. Seus olhos se encontraram. Sorriram sem dizer nada.
 Ele estendeu a mão pra ela, ela estendeu de volta, e de mãos juntas ela finalmente disse:
  -Eu sempre quis que tocasse pra mim, pra eu ver como seria a sensação, mas... -Ela desviou o olhar, percorrendo um espaço da sala e voltou-se para ele. -Não teria sido melhor do que agora, do que você tocando pra Ele, sabe?
  Ele sorriu. Ela continuou:
  -Eu ficaria a tarde toda ouvindo. -Ela deu de ombros.
 Ele aproveitou que ainda estava de mãos dadas e a puxou de leve. Ela deu alguns passinhos para chegar perto dele e sentar ao seu lado, e então ele a beijou.
 Se olharam com carinho e depois ele sorriu dizendo abruptamente ao se virar para o piano de novo:
  -Quero tocar mais, é melhor. -Ele deu mais uma risadinha. -O que a senhorita quer ouvir? "Um Deus tão Grande" ?!
  -Depois de "Ele é Exaltado"... Claro! -Mas Ele ja estava tocando, mesmo antes dela responder.

Alice Leite

25/02/2013

Sonho Romântico?

  
  Ela estava dormindo. Parecia uma criança que sonhava que estava se divertindo em um parque. Ela estava esperando o namorado terminar o ensaio da banda, mas estava cansada. Acabou dormindo numa fileira de cadeiras, em uma sala ao lado do estúdio. Quando Ele terminou o ensaio foi chamá-la, mas preferiu ficar admirando-a antes.  Ela parecia estar sonhando algo interessante. Ela, sozinha, acordou abrindo os olhos bem devagar. Ao ver o namorado olhando pra ela, sorriu colocando a mão no rosto.
    -Estou horrível!
    -Mesmo assim ainda quero você. -Ele sorriu, não desmentiu de propósito.
    Ela não ligou. Continuou do jeito que estava deitada, apenas tirando a mão do rosto e voltando a fechar os olhos. Ele a cutucou de leve:
    -Não volta pra lá não. Fica aqui comigo.
    Ela sorriu  e disse tentando não fechar os olhos:
    -Mas eu já estava com você. -Ela sorriu com mais vontade
    -É mesmo? E eu estava bonito?
    -Na medida do possível. -Ela deu de ombros
   Ele apertou os lábios mexendo positivamente a cabeça. Depois perguntou:
    -Era um sonho romântico?
    -Era engraçado. -Ela riu
    Ele chegou mais perto dela:
    -Me conta!
    -Você estava me levando pra praia, para vermos o pôr do sol. -Ela começa rir ao lembrar, com isso, aos poucos, foi perdendo a sonolência. -Aí... Você precisou soltar alguns gases.
     Ela ria. Ele arregalou os olhos, querendo rir. Ela continuou:
    -É... daqueles que saem por baixo. Fez barulho!
    -Não coloquei a culpa em você não? -Ele perguntou brincando
    -Não! -Ela falou desafiadora. Então voltou a sorrir. -Você ficou vermelho. Ficou muito sem graça. Não falou nada. Eu ria muito com a sua reação.
    -Ah, não era eu então! -Ele disse rindo junto com Ela.
    -Ai eu disse, depois de me recuperar: " 'cê quer que eu solte um também? Aí gente fica 'kits'." -Ela ria ao contar.
    Ela olhou pro namorado. Já estava bem acordada. Ele brincou:
    -Tinha que ser sonho mesmo. Se fosse mesmo eu, teria colocado a culpa em você e ainda falava que estava fedendo. -Riu
    Ela se levantou rindo e dando um tapa nele. Começou a se ajeitar quando um dos outros integrantes da banda apareceu ali:
    -Vocês dois, vamos? Eu ainda tenho que passar na casa da minha namorada. Ja terminamos de guardar as coisas, lá.
    -Ta bem. Vamos. - Ela disse ao pegar a bolsa e se direcionar para a porta, seguindo quem veio chamá-los. Ele chegou no ouvido, atrás dela e disse sorrindo, ao fechar a porta:
    -Acabei de soltar um e você nem ouviu.
    -Mas eu senti. -Ela sorriu fazendo careta ao responder.
Alice Leite
 

19/06/2012

...:: 74 ::...


Ela escolheu as melhores roupas.Fez a melhor combinação que pode.  Escolheu as cores certas para a sombra e o baton e o penteado ficou impecável! Ela estava maravilhosa, ótima para um passeio pelo parque e mais tarde ao cinema com o garoto que lhe tirava o sono nas últimas noites e se não tirava, estava lá, presente neles. Ela estava apaixonada por ele, e não tinha nada, nenhum outro garoto mais bonito que a fizesse esquecê-lo.
Aquele dia deveria ser perfeito!Seriam as horas que eles esperaram tanto tempo. Tanto tempo de amizade, tanto tempo de carinho, mas que agora não seriam a mesma coisa. Era a primeira vez que iriam sair e repetir tantos encontros, mas agora como namorados!
Ela estava mais linda do que das outras vezes. Como era possível? Ele achava que ela não poderia ficar mais radiante! Pegar em sua mão e segurá-la enquanto caminhavam nunca o deixou mais feliz. Sentia-se orgulhoso por estar com ela e a unica coisa que queria naquele momento era agradá-la. O sorriso dela parecia hipnotizá-lo. 
O cabelo dele, agora cortado, nunca realçou tanto o seu rosto.
Seus olhos quando se encontravam, diziam tudo o que suas bocas não conseguiam dizer.
A mão dele não resistia à cintura dela.
Ela não resistia a cada toque dele.
Seus lábios gentilmente queriam se cumprimentar.
Eles não formavam aquele casal bonito e corriqueiro de aparência de filmes e novelas, mas não havia como negar: eles eram perfeitos juntos!
Aquele dia deveria ser o primeiro de muitos... Mesmo que "o primeiro de muitos" já venha acontecendo à 2 anos...

...:: 73 ::...

Se olhavam depois de uma longa e divertida conversa. Os dois estavam apaixonados e sabiam disso. 
Ela, apesar de um pouco insegura e tímida não queria desviar o olhar.
Um vento contrário à garota, soprou, jogando seu cabelo pra frente. Ele carinhosamente ajeitou o que o vento bagunçou, sorrindo. Ela então falou, mais para quebrar o silêncio do que por estar preocupada:
-O que foi? Ficou tão ruim assim? -Se apressou em abaixar qualquer fio de cabelo que pudesse estar para o alto.
-Estou com uma vontade enorme de saber como é te beijar. -Ele disse sem conseguir tirar os olhos dela
-Eu não sei fazer isso. -Receosa, avisou
-Sério? Aposto que sabe! -Ele sorriu
Ela sorriu de volta, mas balançando a cabeça negativamente. Ele, fez o mesmo, mas balançando positivamente enquanto a puxava lentamente pela cintura. Ela deixou.
Ele chegou em seu ouvido e sussurrou:
-Relaxa, eu estou mais nervoso que você! -os dois riem -Só... feche os olhos.
Ele a beija. Não demora, mas também não é rápido. Ela pára e encosta sua testa na dele, e segurando em seus braços começa a dizer:
-Eu disse que...
-Hei! -Ele se afasta um pouco e segura seu rosto. -Eu amo você de mais para não te ensinar. -Diz com um sorriso maroto no rosto
Ela apenas reage com um sorriso acompanhado de sobrancelhas levantadas.
Eles se abraçam. Um abraço que disse muito mais do que tudo o que ja tinham dito naquele fim de tarde.
Ela passou a mão pela cintura dele e ele em volta dela. Ia levá-la pra casa e os dois sabiam, você sabe, ia acontecer de novo, aconteceu... assim como a foto ;p


09/04/2012

...:: 65 ::...

Eu realmente ficaria triste se alguém viesse até mim e dissesse que eu não era legal, divertida ou qualquer coisa do gênero.  Que me olhasse torto quando eu falasse algo que eu acho graça e ela não risse, que eu fizesse papel de boba em algo e a mesma interpretasse como uma coisa absurda. Eu só queria que você não olhasse para mim, mas pra quem eu sou por dentro e que a cada atitude que eu tome, por mais que você ache boba é mais que isso. Eu queria que pudesse ou pelo menos tentasse descobrir o que tem por trás das minhas ações. 
Não quero julgamentos. Quero amor e ser amado. Quero atitude de sua parte! 
Como posso compartilhar o que sou se você só vê como sou por fora e na maioria das vezes presta atenção no que faço de errado em vez de rir da mancada? Porque não pega na minha mão e diz "estou aqui para te levantar" ?  
Me importo com o que você pensa, mas não posso aceitar que me deprecie. Eu gosto de você, só que para dar certo preciso que você feche os olhos, sinta o momento... porque como dizem "para que beleza se quando te beijo estou com os olhos fechados?"
Carol  Motta

08/02/2012

...:: 61 ::...

Não porque é o que quero, mas por perceber que também faz bem à ela.
É verdade que qualquer pessoa pode mudar por causa do amor. Eu mudei! Não faria o que fiz por ela se não fosse o fato dela ser quem é, e até hoje não achar outra como ela.
Ela pode não admitir por causa das circunstâncias; do meu passado, e até do passado dela, mas sinto sua respiração congelar e seu corpo tremer quando chego perto. Não vou negar, posso sentir quase o mesmo acontecer comigo.
Mesmo que ela esteja  a um metro de mim eu não evito sorrir pelo simples fato de não conseguir fazê-lo.  Desejo estar perto dela de modo que eu possa tocá-la, e por mais que ela tente não demonstrar também sente e deseja o mesmo. Eu sei!
É por isso que decidi chamá-la pra sair e me acertar com ela... e recomeçar...

22/11/2011

...:: 51 ::...


É meio estranho saber que isso está acontecendo, porque eu na verdade não lembro como nos conhecemos, só sei que hoje somos amigos que não se conhecem muito bem, mas que um pode sempre contar com o outro.
Fiquei sabendo de uma história sobre quem você ama (não por você, porque é meio difícil você me contar as coisas) história que você gosta de uma amiga nossa… E sei la como ou porque, agora penso em você e o quanto faz de tudo pra fazê-la te notar mais do que como amigo.
Eu não digo que estou apaixonada por você porque não estou, sei disso! Mas não sei o que é que estou sentindo. Seus abraços sempre foram aconchegantes e irresistíveis, que não da vontade nem de soltar. Agora tem sido o dobro disso tudo. Todo ‘Oi’ que me da é uma alegria que eu sinto, maior do que antes e cada ‘Tchau’ é um sentimento de ‘Poxa… porque tem que ir?’
Isso não é estar apaixonada é só um amor bem maior do que eu sentia antes por você porque agora eu me preocupo mais com as coisas que pensa e faz, como se fôssemos melhores amigos.
Não penso em você o tempo todo, nem me visto com a intenção de que me note, muito menos fico com vergonha quando está me olhando ou qualquer outro sentimento feminino quando uma garota está apaixonada, mas é que eu realmente não sei… Acho que te considero um irmão… Só espero que essa menina que você diz nunca desistir não te magoe, mesmo que ela não saiba… Te ver triste é a última coisa que eu quero.

09/11/2011

...:: 47 ::...


E se eu tomar as redias ? E se eu fizesse aquilo que você deveria fazer ?
Talvez seja o que você quer mas não faz... Talvez você queira mesmo que eu tome a iniciativa.
Se eu tiver a atitude posso passar ideia errada da que eu quero passar.
Se eu falar tudo o que eu quero, será que você vai gostar?

E se eu te colocar contra parede? E se eu te roubasse um beijo?
Talvez seja tudo o que você quer. Você quer?
Você é mais complicado do que uma garota
Você não me deixa te conhecer melhor
Será que se eu te apertar contra mim...
Será que você vai continuar querendo me olhar nos olhos?

Porque você diz que está comigo, mas não me mostra que está
Você diz que me ama, mas não mostra isso
Eu tenho que fazer tudo pra sorrir?  Se eu fizer você vai retribuir?

E se eu tomar as redias ? E se eu fizesse aquilo que você deveria fazer ?
Talvez seja o que você quer mas não faz... Talvez você queira mesmo que eu tome a iniciativa.
Se eu tiver a atitude posso passar ideia errada da que eu quero passar.
Se eu falar tudo o que eu quero, será que você vai gostar?
Será que você vai gostar?

26/10/2011

...:: 44 ::...

As vezes é melhor nem saber sobre você sabia? Pode ter verdades sobre você que eu não queira saber, que pode estragar tudo o que ja tenho sonhado… 
Descobrir que aquela que eu nunca fui com a cara ja teve alguma coisa com você, saber que você faz coisas que nunca pensei que faria… Descobrir que não pensa exatamente como parece pensar… Isso tem me deixado confusa. Não me machuca saber as verdades, me deixa confusa porque eu acabo não entendendo o que sinto por você. 
É simples paixão e logo vai passar? É amor? Eu não quero dizer nada por enquanto. Não posso dizer porque não sei de nada, ainda estou no processo de descobrir coisas sobre você. 
Continuo achando que todo esse longo tempo e essa distância que parece infinita entre eu e você seria encurtados se pudesse falar pessoalmente com você. Eu mesma tirar as conclusões. Sem opinião de terceiros, só o que eu poderei pensar de você quando conversar comigo, mas o destino parece não nos querer juntos não é ? Ou talvez sim, mas não agora… 
É por isso que ainda estou confusa… Você sabe que eu existo, sabe pelo menos 1% do que penso de você… Será que se importa comigo (pelo menos para me dar a chance de mostrar quem eu sou) ou sou só mais uma que está “possivelmente apaixonada por você” ?
 

03/10/2011

...:: 43 ::...

Quantas vezes ja escrevi sobre você...? Quantas vezes você foi o protagonsta dos meus sonhos, pensamentos, histórias...? Você foi aquele que  me mostrou como é estar apaixonada. Me fez ver como é engraçado ficar na expectaviva só pra te encontrar de novo. Você foi meu primeiro amor, aquele que depois de tantos anos me fez duvidar se ja tinha esquecido o que sentia por você, com eu pensava. Você me mostrou que sou capaz de me apaixonar pelo que devemos ser e não pelo que os outros "querem" que nos apaixonemos. Você com certeza, é aquele que eu vou sempre lembrar com carinho, aquele que signifiou muito para mim.
E certo que não fizemos o que tínhamos que fazer, que não aproveitamos certos momentos, mas ainda assim não me arrependo do que fizemos e dos momentos que aproveitamos, dos sentimentos que eu senti. Eu ainda sinto um carinho diferente por você, é natural. Eu sinto ciúmes e acho que vou sempre sentir, mas é só pelo que ja passamos. Um dia você vai me convidar para o seu noivado e depois para o seu casamento e eu vou querer estar lá. Vou fazer vista grossa, média e fina com aquela que escolher porque eu vou sempre me impotar com você. Eu vou querer (e quero) que seja feliz e até mesmo consiga aquilo que eu não fiz ou ouça aquilo que eu não disse.
Posso me apaixonar por outro e descobrir que ele era o cara certo para eu dividir minha vida, mas fico feliz por você ter sido o cara certo para eu descobrir como é gostar de alguém!

12/07/2011

...:: 33 ::...


Foi um amor meio diferente dos outros, e eu jamais pensei que seria assim, desse jeito... 
Eu não estava acostumada a ler, muito menos a escrever. Também não suportava esperar, queria tudo o mais rápido possível, mas você me ensinou tanta coisa... Me ensinou a me valorizar mais...
Foi a pessoa que mais se importou comigo e a que eu pude ver que me amava de verdade. Não era mesquinho como os outros, não me olhava como se eu fosse um pedaço de carne, muito menos como um troféu!
O pouco tempo que estive com você foi o suficiente para ter certeza absoluta que quando se ama de verdade, o tempo não importa, nem a distância e nem o que os outros dizem.
Você sempre esteve longe, e o que eu conhecia de você era apenas o que você escrevia naquele livro de páginas brancas... E a cada frase que eu respondia era como se ja me conhecesse... E por um alguém com letras firmes e bem típica de garoto que gosta de escrever, eu acabei me apaixonando... 
Agora que estamos longe um do outro de novo, conto cada minuto para rever a pessoa que mais amo no mundo, a única que realmente tenho no mundo e tudo o que nos separa é apenas uma distancia boba que parece não existir quando sonhamos ou quando podemos usar dos meios de comunicação que a modernidade oferece, mas nada se compara ao que nos uniu um dia -e que por sinal não quero perder.- aquele livro de paginas brancas, que aos pouquinhos é preenchida por duas letras distintas e apaixonadas...
Não tem como explicar... É uma história que ninguém acreditaria e que eu vou guardar para sempre!
É como você diz. A nossa história, somos nós quem escrevemos! Somos nós quem a vivemos e sabemos que ela é real! "Não importa onde eu estiver, sempre poderá me encontrar em alguma estrela brilhante no céu, nos seus sonhos, nas páginas que um dia foram brancas, ou melhor ainda, mais perto que nunca estarei de você, meu amor... Poderá me encontrar em seu coração!"